Ana Hickmann
Ana Hickmann (Leo Franco/AgNews)
  • Entrevista: Leandro Lel Lima

Alvo de inúmeros ataques nas redes sociais nos últimos três anos, Ana Hickmann voltou a ser alvo de ameaças. Em 2016, Ana e sua família foram vítimas de um atentado. Um fã entrou no hotel onde Ana estava em Juiz de Fora, MG. Gustavo Corrêa, cunhada da apresentadora, conseguiu dominar Rodrigo Augusto de Pádua que acabou levando três tiros e morreu no local. Desde então, a rotina da artista mudou drasticamente.

Em abril do ano passado, o processo ganhou destaque na imprensa por conta do julgamento de Gustavo. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu Corrêa por legitima defesa e o empresário não foi a júri popular. Mas um promotor, Francisco Santiago, ainda trabalha no caso alegando “excessos” por parte de Gustavo. Ana e sua família contam com advogados e um criminalista para cuidarem dos trâmites.

No dia 09/04 Ana Hickman e seu marido Alexandre Corrêa estiveram reunidos em São Paulo com o ministro da justiça Sergio Moro para falarem sobre mudanças nas leis. Além do casal, marcaram presença Regina Duarte, Luciana Gimenez, Kaká, Zézé di Camargo e o empresário Luciano Hang. Em entrevista exclusiva ao Observatório dos Famosos, a apresentadora da Record TV com contrato até 2021 conta detalhes do encontro que discutiu também a reforma da previdência com o ministro da economia Paulo Guedes.


Na entrevista, a apresentadora, empresária e modelo revela que a reunião foi importante para esclarecer temas que mexem diretamente com a vida de milhões de brasileiros. Ana elogia a postura de Moro, e disse que acredita na justiça brasileira, mas ressalta que algumas coisas precisam ser mudadas. O atentado sofrido por Ana é citado como exemplo no pacote anticrime apresentado por Moro no governo Bolsonaro.

Para a apresentadora, não houve excessos por parte de seu cunhado, que com o intuito de defender sua família atirou contra Rodrigo Augusto de Pádua. O pacote de Moro é alvo de muitos protestos. Já em relação à reforma da previdência, também na mira da oposição, Hickmann acredita ser importante conhecer o tema, pois tem dezenas de funcionários e é uma cidadã que paga seus impostos.

Confira!

Ameaças de morte

“Achei que teria sido só um episódio na minha vida, que nos marcou bastante. Mas parece que isso está virando moda, não só comigo, mas com outras pessoas também. Meu amigo Léo Picon hoje [terça 30/04] recebeu um vídeo horroroso nas redes sociais. Esses malucos às vezes acham que por que estão atrás de telas de computador ou de celular têm a liberdade de falar coisas e botar medo… E acham que não existe lei”.

Usuário real

“Há alguns meses já vínhamos rastreando essa pessoa [talker]. Porque ele apareceu uma vez, começou a mandar mensagens pelo meu Instagram pessoal e pelo da minha família. Do mesmo jeito que a outra pessoa fazia, com o mesmo perfil. A gente printava e bloqueava, mas essa pessoa voltava com outra conta. Isso se repetiu por mais de vinte vezes. O perfil é igual ao do outro, do passado. Temos todo um protocolo que seguimos hoje para podermos tomar as devidas providências. Ele é um sociopata”.

Sergio Moro

“Recebi o convite e aceitei prontamente. Primeiro porque eu queria conhecer Sergio Moro, sempre fui fã antes mesmo dele ser ministro. Temos que enaltecer quem defende o nosso país. Ele é tudo o que eu imaginava. Foi uma grande alegria. É um cara muito simples, independente da função que ele exerce, ele é muito humilde”.

Reforma da previdência

“Como pagadora de impostos, já que eles trabalham pra gente, eu preciso entender [a reforma]. Por que não ir? Eles nos explicaram, e estão tentando fazer isso com a população toda, o porquê da necessidade. Isso [a reforma] já foi muito falado no governo Dilma, Lula, Fernando Henrique, mas nunca fizeram. Como empresária, cidadã e comunicadora eu preciso entender o que está acontecendo”.

Justiça brasileira

“A esposa dele [Rosangela Moro] me disse que eu deveria ter uma outra imagem da justiça brasileira por conta de tudo o que aconteceu. Na justiça eu acredito, e vou continuar acreditando, mas algumas coisas precisam ser mudadas, e é isso que eles estão fazendo lá”.

Pacote anticrime

“Quando você está com uma arma na cabeça, e você tem a chance de se defender, você tem a noção de pensar em 1, 2, 3 coisas pra defender a sua família? Não consigo dizer que isso é excesso. É a vida do bandido ou da sua família? Não consigo entender em quem pensa em excessos”.

Consequências do atentado

“Não fui buscar por isso, minha família não foi buscar por isso. Eu tenho que pagar criminalista para defender a minha família até hoje. O promotor não desistiu do caso até hoje. Eu sou como qualquer outra pessoa, tenho que me defender de algo que eu não procurei. Eu tenho que responder a justiça da mesma forma como qualquer cidadão. É muito fácil falar em excesso quando você nunca passou por isso”.