Como Max Cavalera, ex-Sepultura, aprendeu a falar inglês?

Grande nome do metal internacional, Max exalta seus professores que lhe ajudaram a dominar o idioma: as músicas e o dicionário

Publicado em 20/05/2022 22:23
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Max Cavalera, um dos principais nomes do Heavy Metal Internacional, formou o Sepultura em 1984, junto com seu irmão, Igor. A banda se notabilizou por um som pesado e as letras em inglês, algo que não era popular entre artistas brasileiros. Hoje, com 52 anos, vivendo nos Estados Unidos e naturalizado norte-americano, ele revelou como fez para aprender a falar e cantar no idioma tratado como a “prrincipal língua do rock”.

Em entrevista ao Loudwire, o músico explicou que aprendeu o idioma usando as músicas que escutava na época, além de um dicionário de inglês/português. Ao ser perguntado sobre o processo de aprendizado, ele lembrou que até tinha aulas básicas no colégio, mas nada muito aprofundado.

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“Você não sentia que a escola ia te dar muito no Brasil na época. Você obtém seu diploma, mas não consegue um emprego. Os álbuns eram meu verdadeiro professor de inglês”, declarou Max. O dicionário que lhe auxiliou existe até hoje e foi salvo pela sua mãe. Com ele, o jovem Massimiliano, seu nome de batismo, traduzia letras do Motorhead, AC/DC, Iron Maiden, Judas Priest, entre outras bandas e artistas da época.

Entre essas bandas, Cavalera citou o U2 como uma grande inspiração lírica. “Eu amo as letras de Bono. Ele é um grande letrista, especialmente naquela antiga era do U2 de October, War e Joshua Tree. War era um disco anti-guerra, e eu transformei isso em algumas das letras de Beneath the Remains (terceiro disco do Sepultura, lançado em 1989)”, disse o artista.

E foi assim, de maneira bem autodidata, que surgiram os primeiros versos de Hits que marcaram a história da banda, como Roots Bloody Roots, lançada em 1996, no disco The Roots of Sepultura. No Soufly, banda formada após ruptura com os membros do antigo grupo, Max começou a mesclar português e inglês nas músicas, com o intuito de fazer algo “mais exótico”, segundo o próprio.

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