Antônio Fernando Ribeiro Pereira: A Educação, como conhecemos, acabou!

Publicado há 2 meses
Por Redação
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Um dos setores que mais sentiu os efeitos da pandemia foi a Educação. As crianças e adolescentes dentro de casa foram motivos de imensos debates sobre quando seria seguro voltarem às aulas. Países europeus estão testando como fazer as aulas e por aqui não está sendo diferente.

Mas, uma coisa é certa: a educação tradicional está com os dias contatos. Ainda bem! Já existem inúmeras plataformas de Educação à Distância (EAD) e outros softwares voltados ao ensino. 

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Mas o empreendedor digital Antônio Fernando Ribeiro Pereira, vai além: “Quando falamos de que a educação vai mudar, estamos falando de algo muito mais complexo, com inteligência artificial, realidade aumentada e internet com velocidade instantânea.

Estarão os jovens aptos a lidarem com essa tecnologia? De acordo com um estudo da Dell Technologies, daqui a dez anos, em 2030, quando a Geração Z e Alpha estiverem no mercado de trabalho, eles terão que estar preparados para lidar com o fato de que 85% dos empregos ainda não foram inventados.

Ou seja, com a IA e automação centenas de carreiras deixarão de existir. Surgirão novas carreiras, é claro, mas como elas serão ainda é uma incógnita. E como preparar essa juventude para o que nós ainda não sabemos o que é? 

Professores ficaram mais perdidos do que os próprios alunos

“Percebemos na pandemia que pais e professores ficaram mais perdidos do que os próprios alunos. Professores precisam aprender a lidar com a curadoria de conteúdo para os estudantes. E os pais precisam mostrar que a casa não é o lugar somente de lazer. É lugar de conhecimento e que as oportunidades estão em todos os lugares”, explica Antônio Fernando Ribeiro Pereira.

A Finlândia foi um dos países que melhor soube lidar com a pandemia do novo Coronavírus. Não por acaso a Finlândia é tido como o detentor de um dos melhores sistemas educacionais. Lá, professores e alunos são estimulados a serem curiosos, a irem além dos conteúdos das aulas e tão importante quanto a estudar, a terem bons momentos de socialização e lazer.

“Eles já estão estimulando os jovens a desenvolver as habilidades do futuro, entre elas flexibilidade cognitiva, negociação, inteligência emocional, gestão de pessoas, criatividade e pensamento crítico. Habilidades essas que são mais fáceis de serem desenvolvidas se não vierem com conteúdos lacrados, que devem ser decorados no confinamento da sala de aula”, analisa o empreendedor.

Mais hábeis serão esses futuros profissionais se souberem que ter interesse em muitas áreas de conhecimento desenvolve a criatividade e a flexibilidade cognitiva. Os polímatas, pessoas hábeis em várias áreas, tão negligenciado no século XX, voltam a serem valorizados como foram alguns famosos. Leonardo da Vinci, Isaac Newton (1642-1726), Confúcio e Marie Curie são exemplos.

Antônio Fernando Ribeiro Pereira: as aulas serão personalizadas

No entanto, esses conhecimentos não serão passados em sala de aula. Eles terão que procurar cursos online ou presencial, usar aplicativos, pesquisar muito no Google e entender que a Educação é um processo interno que não deve terminar nunca.

Os professores continuarão a ter o papel de guiar os estudantes às disciplinas, mas com projetos de pesquisa e curadorias de conteúdos que estimulem a interação social, o raciocínio lógico e a inteligência emocional.

Os pais precisam mostrar aos seus filhos que a Educação não termina com o diploma da faculdade. Ou antes, que muitas vezes o papel emoldurado na sala não servirá para muito mais coisas além de um enfeite, mesmo.

“Não adianta só saber o que fazer porque o nosso principal problema continua sendo a falta de estrutura e a desigualdade social. O Brasil, ao mesmo tempo que já tem internet e tecnologia de pontas, também é um país precário no reconhecimento e qualificação do professor”, alerta Antônio Fernando Ribeiro Pereira.

“Para que os jovens possam aprendam a aprender por conta própria é preciso que mais residências tenham computadores eficientes e não só em 60% dos lares. Também é preciso que cerca de 30% da população tenha acesso à internet de qualidade, de preferência a baixo custo ou gratuita.”, conclui.

Essa é base, de acordo com Peter Diamandis, autor de Abundância: o futuro é melhor do que você imagina, que a tecnologia digital, que está convergindo para a rede 5G, inteligência artificial, realidade aumentada e virtual poderá democratizar a educação. Para o autor, existe a chance de fazermos com a educação o que o Google fez com a informação: uma educação personalizada, acessível e democrática.

Antônio Fernando Ribeiro Pereira  concorda com o autor e ressalta que para não ficarmos preso no passado enquanto ocorre este salto no futuro, precisamos resolver os problemas do presente.

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