Diego Moura (Foto: Divulgação)

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o mundo das artes plásticas. Museus e galerias pelo o Brasil e o mundo tiveram que fechar as portas, ainda sem prazo para tudo voltar ao que tem sido chamado de “novo normal”. Pensando em não perder a conexão com o público, o artista plástico Diego Moura, conhecido por usar a tecnologia do celular no processo de criação de suas telas surrealistas, desenvolveu uma exposição virtual – para ser apreciada de qualquer lugar do mundo através da internet. 

— Esse ano, precisei mudar toda a minha estratégia de divulgação do meu trabalho e rever as exposições que estavam em curso e as que já estavam agendadas para o segundo semestre. Infelizmente o mundo foi pego de surpresa por uma doença que mudou completamente a nossa maneira de viver. Mas como sobreviver a toda essa avalanche de notícias tristes, porém necessárias? Eu entendo que a arte, além de ser um instrumento de reflexão, também é um condutor da felicidade. Por isso, me dediquei no último mês numa exposição virtual e gratuita para que as pessoas consigam ter esse momento de  tranquilidade e reflexão — afirma Diego Moura.

Antes da crise do coronavírus explodir no país, Diego estava em cartaz com duas exposições no Rio de Janeiro. A primeira, na Vogue Square Gallery, na Barra da Tijuca, e segunda, porém maior, na Galeria La Salle, no bairro de Santa Rosa, em Niterói. Como a visitação foi cancelada, Diego e a coordenação artística da La Salle resolveram expor as artes num espaço virtual, aberto a todos. 


—Basta clicar no link que está na minha Bio do Instagram (https://www.instagram.com/umdedodearte/). E, ele encaminhará os visitantes para o espaço virtual onde estão expostas as artes da mostra: “Um dedo de arte – O mundo pop, surreal e digital”. Entendo a importância da visitação presencial e desse contato mais próximo com as obras. Mas vivemos um momento muito difícil e é aí que a tecnologia pode nos dar uma mãozinha —diz Moura. 

Entre as 23 obras expostas, estão artes conhecidas do grande público, como a obra “Joanne”, inspirada na cantora Lady Gaga, que já compartilhou e manifestou a vontade de comprar o trabalho do artista. Outro quadro de destaque é o “O homem do Brooklyn”, criado por Moura em uma de suas viagens a cidade de Nova York. O quadro foi exposto pela primeira vez, em 2019, na exposição “Um dedo de arte – Do digital ao orgânico”, no Shopping Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Com a curadoria de Guilherme Lodi.   

O jovem artista de 30 anos vem ganhando notoriedade no mundo da arte desde 2016, quando decidiu criar o projeto “Um dedo de arte” – no qual elabora suas artes através do bloco de notas do seu celular. E, depois que os traços e as cores são definidos virtualmente, ele transporta a ideia para uma tela de algodão com tinta e pincel. 

—Quando me questionam qual é a principal importância do meu trabalho, eu penso nos milhares de jovens que minha arte tem atraído, pela cor, forma e, principalmente técnica. Essa forma que foge da criação convencional também tem estimulado outras pessoas a ousarem em suas criações. Sou convidado constantemente para dar palestras para estudantes, que vão do ensino fundamental aos secundaristas.

Tenho uma troca grande e uma ligação com esse público. Sinto e entendo a necessidade que esses jovens tem de ter um artista ligado às artes e que consiga dialogar com eles — comenta o artista que costuma compartilhar através das redes sociais (@umdedodearte) todas as etapas do seu processo criativo.  

Agora, Diego aproveita o seu contato com o público jovem e, principalmente o infantil, para elaborar um aplicativo educativo de arte. Além de apresentar aos pequenos às cores primárias e alguns traços artísticos, o artista planeja direcionar parte dos lucros com as vendas do jogo para a creche comunitária Macadeski, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. 

Diego Moura (Foto: Divulgação)
Diego Moura (Foto: Divulgação)