Cauã Reymond relembra passado conturbado com pais: “não guardo rancor”

O ator relatou que era agredido mas que superou os desafios de um lar violento

Publicado em 22/11/2021 12:14
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Cauã Reymond relembrou passado conturbado que viveu ao lado dos pais, da mãe Denise Reymond que morreu em 2019 vítima de câncer e do pai psicólogo José Marques. Segundo o ator que está no ar em Um Lugar Ao Sol, ele cresceu em um lar violento mas não guarda rancor do que viveu.

 “O ambiente da minha casa era muito violento. Minha mãe já quebrou vassoura e duas raquetes em mim! Eu era um menino rebelde. Tinha muita energia e faltava um pulso masculino. Via o meu pai só duas vezes por ano”, revelou Cauã, em entrevista à Alessandra Medina, O Globo.

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De infância pobre, Cauã contou que teve o apoio dos avós paternos para estudar e que eles faziam de tudo para o ajudar. O ator relatou ainda que, quando criança, não abraçava seu pai, mas já na vida adulta não guarda rancor das coisas que viveu.

“Não guardo rancor”

“Minha mãe não foi carinhosa e meu pai foi ausente, apesar de ter ido morar com ele. Não guardo rancor e abraço toda a minha história. Quando era mais novo, eu não abraçava”, contou e continuou: “Ele era psicólogo, mas em casa não tinha nada de psicologia! Tinha nome na comida na geladeira! Acho que comia tanto que ele precisava demarcar os territórios”.

Os momentos difíceis que viveu com sua mãe foi além de dentro de casa, Reymond relembrou um episódio em que Denise inventou um boato falso para um jornalista e que recebia constantes ameaças e chantagens.

 “Ela era muito difícil. Uma vez, ligou para o editor de um jornal e inventou uma história. Os fofoqueiros tentavam falar com ela. Ela me ameaçava, fazia chantagem… Não foi fácil mesmo. Outra vez, comentei que ia a um programa e ela disse que ia também. Tentou bancar a mãe de miss, sabe?”, relembrou.

Quebrando o ciclo de uma família com problemas e de um lar violento, Cauã Reymond que é pai de Sofia, 9 anos, fruto da relação com Grazi Massafera, relatou que se faz muito presente da criação da filha e que possui a guarda compartilhada.

“Tenho guarda compartilhada, de segunda a segunda, uma semana. Poder dar o meu melhor como pai é mais do que quebrar um padrão da minha família, é uma questão de sobrevivência. Eu tenho esse compromisso”, finalizou.

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